Ansiedade.
(Antes de mais nada, se não segue ainda, corre pra seguir o dono da foto que inicio o post de hoje para ler muito mais coisas lindas por lá.)
Eu passei muito tempo sumida daqui, eu não tô vindo com uma promessa de voltar mas só me sinto mais aberta no dia de hoje pra falar do grande motivo disso tudo e dizer que me sinto no momento confortável pra tentar.
Um ano atrás, eu cheguei no pior de mim mesma, pelo menos, era como eu me sentia. Do lado de fora, o que podiam ver, parecia um normal que às vezes era muito silencioso. Era uma luta diária comigo mesma. Era tentar me convencer na maior parte do tempo de que eu não era tão ruim quanto as coisas que eu pensava, o problema das coisas não era eu. Nem tudo era culpa minha. Eu não era obrigada a camuflar a bagunça que eu sentia porque outras pessoas não podiam lidar com isso. Por muito tempo, eu não conseguia nem explicar o porque do afastamento, não conseguia definir o que eu sentia quando passava mal, até que eu vi essa foto, me identifiquei tanto que salvei tentando ao menos definir de alguma forma.
Eu não conseguia ocupar minha cabeça em busca de uma distração porque não tinha concentração. Não conseguia estudar nem as coisas que eu mais gostava, nem inglês que era algo que eu fazia mais por passatempo porque não conseguia ler os textos até o fim, todas as palavras pareciam desconhecidas completamente pra mim. Não conseguia terminar filme e demorava muito pra desistir de ler um livro. Mesmo quando eu já tinha percebido que tinha algo errado e estava tendo acompanhamento com psiquiatra e tomando remédios. Um livro que me ajudou muito e que até hoje não terminei apesar de já ter ido no mesmo dia até o final pra ver tudo que tem, foi As Coisas Mais Legais do Mundo, da Karol Pinheiro. Ele não é só escrito, ele tem escrito mas tem muita coisa pra escrever, desenhar, acho que de certa forma, em ajudou e MUITO em organizar as coisas que eu sentia, que eu pensava, o que eu queria. Quem não conhece, acho bem interessante, é esse aqui:
Não quero prolongar muito o assunto, principalmente baseado nos meus "eus". Eu só quero dizer que diversas vezes eu tentei ficar por aqui, pensei até que me ajudaria mas eu não conseguia pensar no que escrever, não conseguia separar o tipo de coisa que sempre me animou a estar por aqui e desenvolver diante disso. Para finalizar, deixo aqui os tipos de ansiedade:
Ansiedade não é estar só animado/preocupado para algo que vai acontecer. Do que estou realmente falando, na maioria das vezes, é para algo que não vai acontecer. Não tem nada acontecendo, nem vai, mas você se preocupa. Você fica em estado constante de alerta. Sem a menor explicação. Não julguem as pessoas próximas que estão passando por isso por ser algo relacionado ao psicológico, assim como a depressão. Elas não estão assim porque elas querem, não existe um botão para desligar o nervoso porque se existisse, pode ter certeza que elas fariam. Não é falta de religião, não é falta do que fazer, não é falta de sentir algo.
Se você se sente assim ou conhece alguém que se sinta e não tem nenhum acompanhamento com psicólogo e/ou psiquiatra, aconselhe a fazer isso. Vai ajudar muito. <3 Semana passada eu fui liberada do remédio porque a um mês mais ou menos eu parei e me sinto muito bem sem. Minha maneira de levar as coisas durante esse tempo, foi mudando muito. Eu ainda tenho muito o que melhorar, mas eu já me sinto num grande avanço. E uma coisa que eu quero para esse momento é dividir meu tempo com coisas que eu gosto, coisas que me fazem bem e eu deixei de lado.
É isso, espero que tenham gostado do post de hoje.
Beijinhos e até a próxima,
Gabi.



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